Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

No atual processo das coisas, o que é normal? Ou o normal não existe? Será que cada um compreende a normalidade a partir de suas próprias experiências? Cada um tem e defende seus pontos de vista, mas o que seria um ponto de vista senão apenas a vista de um ponto, se pararmos pra analisar esse ponto vamos perceber que qualquer ponto é tridimensional, então nosso ponto de vista é apenas a visão de uma pequena parte do todo, se mudarmos o ângulo de visão, ou ate mesmo o foco, vamos perceber que tudo que defendíamos ontem se torna completamente diferente.

Normas nos são impostas a cada dia, normas de convívio social, normas de ética no trabalho, normas estéticas, normas, normas, normas e mais normas, seguimos essas “leis” que nos são impostas todos os dias, e não questionamos pelo simples fato de segui-las desde que nosso ser social entrou em formação, desde nossa pré-escola, seguir essas normas é estar dentro de uma normalidade comum e exclusiva da sociedade moderna?

A nossa compreensão de normalidade muda constantemente, outrora era completamente normal escrever cartas a nossos amigos, hoje quem escreve cartas? as cartas foram substituídas por tecnologias muito mais rápidas, preferimos escrever um e-mail, que podemos obter a resposta quase no ao mesmo tempo que apertamos o “send”, quase esquecemos que o tempo existe, o fluxo de informação que temos acesso hoje é infinitamente maior que tínhamos a 40 ou 50 anos atrás, as 3 da madrugada podemos acessar os bancos de dados de bibliotecas do mundo inteiro, somos ligados uns aos outros por teias sociais digitais, relacionamentos digitais, imateriais.

Nos deparamos com questões como essa em todos os momentos de nossas vidas, questões históricas, relações de um mundo globalizado, de um mundo que nunca dorme, de doenças novas que surgem pela pressão da tecnologia, quantas pessoas vivem sem seu notebook? Sem seu celular? Quantas pessoas conseguem ficar uma semana sem abrir e-mails? Verificar seus scraps então nem se fala. Mas hoje isso tudo é normal, as vezes podemos ter noticias, palavras, textos, muito mais significativos nessas relações que as materiais e palpáveis.

Podemos ver pessoas, nos corresponder, ate mesmo senti-las perto, através dessa fantástica tecnologia, podemos vencer barreiras de distancia com uma simples visita ao aeroporto mais próximo.

Afinal, o que é normal? Se tudo muda constantemente, normal é esta aberto a novas possibilidades em nossas vidas. De certo, não sei o que é normal, mas sei muito bem o que é bom pra mim, sei o que me faz bem. Não quero morrer por dentro com uma eterna duvida, quero tentar arriscar tudo, como podemos saber se não tentarmos? Eu vou, todos deveriam experimentar o risco pelo menos uma vez, tudo tem 50% de chances de dar certo, agora se ficarmos pensando nos outros 50% de erro nunca vamos arriscar, vamos morrer por dentro, então eu agora com minha visão extremamente positiva das coisas escolho arriscar, isento dos preconceitos, isento de tudo...

Quem é você pra questionar a normalidade? Você é normal? Então me responde o que é a normalidade se puder, se não puder, por favor não critique!



publicado por renovatio às 22:17 | link do post | comentar | favorito

1 comentário:
De Harrison a 16 de Abril de 2008 às 23:02
Somos pura potência, repletos de possibilidades latentes, e só nos tornamos poder quando em movimento, em risco... Assumo esses riscos, exploro minhas possibilidades, e mesmo assim sou normal......................... Só nunca quero ser comum e sei que você também não, por isso te adoro!


Comentar post

posts recentes

Alvorada

Perdi meu remoto controle

For Sale!

Quem?

Chá, teorias e filmes

Nuvens....

Trechos!

My life for rent!

Estudos de Semiótica Comp...

Take my hand

tags

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds